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Plano de Negócio
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Plano de Negócios
Por: Júlio César de Melo em 25/06/2015.

PLANO DE NEGÓCIOS: FERRAMENTA DE GESTÃO DO EMPREENDEDOR.

O plano de negócios pode ser considerado a principal ferramenta de gestão do empreendedor. Muito se fala a respeito deste documento nos dias atuais, mas poucos empreendedores sabem como elaborar um e por que o plano de negócios pode definir o sucesso ou fracasso de um negócio. Cabe lembrar que não se aplica apenas aos negócios em fase inicial de desenvolvimento, mas pode e deve ser utilizado por qualquer empresa, em qualquer estágio.

Mas o que seria o plano de negócios? A palavra já remete ao termo “planejamento”, ou seja, estudar o negócio e os cenários possíveis para seu futuro. Mas não se trata de adivinhar o futuro, trata-se de tentar antecipá-lo, prevendo como a empresa poderá crescer, em quais mercados, com quais produtos, qual será a estrutura necessária para estas atividades acontecerem, recursos, pessoas etc.

Para que seu resultado seja válido, há a necessidade de se fazer muita pesquisa, entender o mercado onde a empresa vai atuar, conhecer a concorrência e fazer cálculos de investimento e retorno.

O gestor precisa conhecer tudo acerca do projeto para organizar o seu andamento – os recursos físicos, humanos e financeiros. A organização deve ser bem desempenhada para evitar contratempos durante a execução do projeto, como, por exemplo, gastos excessivos ou não previstos.

PLANO DE NEGÓCIOS - ABORDÁGEM INDISPENSÁVEL:

Definição do Negócio

O que a empresa faz? Para quem ela faz? E como ela faz? Sem essa definição muito clara fica difícil qualquer estratégia de atuação, pois se não conheço meu cliente e sua necessidade e não sei com quem estou concorrendo, dificilmente minhas ações surtirão efeito junto aos clientes e no mercado.

• Mercado alvo (Clientes),
• Competidores,
• Competidores.

Produto ou serviço

– Descrição dos produtos,
– Plano de desenvolvimento dos produtos (ações e prazos),
– Plano de testes, análise de viabilidade, composição de custos, lançamento e avaliação dos produtos,
– Plano de acompanhamento e gestão dos produtos (métricas),
– Divisão dos produtos em categorias (por exemplo, prazo de venda, tipo de aplicação, modelo comercial, prazo de retorno de investimento: curto, médio e longo prazo).

Mercado

– Identificar as tendências do ambiente,
– Descrever a indústria, histórico e projeções do mercado, as tendências, o perfil dos consumidores,
– Analisar os principais competidores (seus 4Ps, market share), quem serão os competidores no futuro?
– Comparar seu negócio com os competidores, quais são seus diferenciais? E os deles? Como você pretende superá-los?

Plano de Marketing

- Condição de Pagamento,
- Financiamento das vendas,
- Política de atendimento,
- Tipo de venda: Atacado e varejo,
- Comissão e premiação de vendedores,
- Treinamento de vendedores,
- Distribuição,
- Quais ações promocionais de lançamento da empresa,
- Qual o custo de investimento na campanha de promoção.

Como Aumentar as Chances de implementação do Plano de Negócio e fazer dar certo?

• Adesão da organização à idéia de criação de um negócio e participação efetiva de toda a equipe no desenvolvimento do plano,
• Definição clara de objetivo do negócio,
• Entendimento dos passos necessários para implementar o negócio,
• Troca de experiências com outros negócios semelhantes,
• Entendimento das necessidades de adequação organizacional (novas habilidades),
• Acompanhamento estruturado pós-implementação.

A importância dos fornecedores

Quais são os fornecedores?
Qual é o acordo de fornecimento?
Qual é a dificuldade de fornecimento?

Os Maiores Desafios do Empreendedor

Como sabemos o empreendedor luta bravamente para sobrevivência e crescimento da sua empresa. Porem, apenas uma pequena parcela das iniciativas empreendedoras completa o quinto ano de existência. Diversos são os fatores que contribuem para essa perversa estatística.

Em recente pesquisa, visando escrever meu livro sobre empreendedorismo, identifiquei e agrupei esses fatores em sete grandes categorias:

Gestão financeira inadequada,
Despreparo gerencial e pessoal do empreendedor,
Desconhecimento sobre o setor e o mercado,
Recursos humanos inadequados,
Problemas com sócios,
Problemas familiares, e;
Relacionamento inadequado com fornecedores.

As habilidades requeridas de um empreendedor podem ser classificadas em três áreas:

- Técnicas,
- Gerenciais, e;
- Características Pessoais.

As habilidades técnicas envolvem saber escrever, saber ouvir as pessoas e captar informações, ser um bom orador, ser organizado, saber liderar e trabalhar em equipe e possuir know-how técnico na sua área de atuação.

As habilidades gerenciais incluem as áreas envolvidas na criação, desenvolvimento e gerenciamento de uma nova empresa: marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada de decisão, controle das ações da empresa e ser um bom negociador.

Algumas características pessoais já foram abordadas anteriormente e incluem: ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ser orientado a mudanças, ser persistente e ser um líder visionário.

Pontos Fortes x Pontos Fracos: Como identificá-los e usá-los em benefício próprio? A criação de uma empresa está sujeita a várias condicionantes, internas e externas que podem determinar ou pelo menos influenciar decisivamente o resultado de uma iniciativa empresarial. Com efeito, a transformação de uma boa idéia de negócio numa empresa com perspectivas de sucesso (sucesso que se poderá traduzir, quer pela permanência em atividade, quer pela taxa de crescimento), depende, numa primeira aproximação, da capacidade empresarial revelada pelo seu promotor. Todas as pessoas sem exceção têm pontos fortes e fracos. Os pontos fortes convencionam os recursos – a habilidade de alguém para desempenhar com maestria determinadas atividades. A abordagem dos pontos fortes tornou-se um clichê. Seja em entrevistas de emprego ou em eventos sociais, temos como objetivo tentar ilustrar nossas melhores facetas no intuito de sermos legitimados pelas pessoas ao nosso entorno. Afinal é o que nos torna mais atraentes e interessantes. Nem sempre a pergunta é direta – quais são seus pontos fortes? Mas, de um jeito ou de outro, todos procuram saber o que em nós nos diferencia das demais pessoas. Isso é fato.

Os pontos fracos caracterizam as dificuldades, pois fala da fragilidade que limita o desempenho no “melhor de si”. Culturalmente, desde que nascemos, somos levados a esconder nossos pontos fracos para nos tornarmos dignos das melhores avaliações. Tudo aquilo que compromete nossa “boa imagem”, acaba virando insumo de recalque. Furtamos-nos de reconhecer nossos pontos fracos e quanto mais investimos energia nesse processo, mais nos tornamos reféns desse padrão vicioso. É importante compreender que nossos pontos fracos, a despeito de não refletirem nossa melhor performance, podem indicar oportunidade de grande aprendizado e crescimento. Motivação A motivação pode decorrer de situações relacionadas com a formação e com a experiência profissional acumuladas ao longo dos anos, que lhe permitiram conseguir um “know how” que o potencial empresário considera essencial para criar o seu próprio negócio, ou ainda de outras situações de que são exemplos: um desejo de mudança face à situação atual (não querer trabalhar por mais tempo para um patrão, ter estagnado em termos de carreira ou não conseguir arranjar um emprego). Estes aspectos, embora vistos do exterior como negativos, podem ser compensados por excelentes qualidades empresariais e serem a verdadeira mola impulsionadora da criação de um negócio; o aproveitamento dos conhecimentos adquiridos com o desenvolvimento de um determinado produto, que quando adaptado, por exemplo, a um outro segmento de mercado, se pode tornar numa iniciativa rentável; o fato de considerar que um negócio próprio é a melhor forma de dar expressão às suas qualidades.

Os meios humanos

Num primeiro tempo, coincidente com a fase inicial do processo de criação de uma empresa, a força de trabalho existente é a do próprio empresário, eventualmente apoiado por um número reduzido de pessoas. A diversidade e complexidade de tarefas inerentes à consolidação da empresa depressa o farão aperceber-se da necessidade de constituição de uma equipa, quer pela via da constituição de uma sociedade, quer pelo recurso a colaboradores. Nesta perspectiva de trabalho em equipa, há alguns aspectos que vale a pena referir.

"Escrever um plano de negócio força você a pensar disciplinadamente, se você fizer um trabalho intelectualmente honesto. Uma idéia pode ser genial na sua mente, mas quando você coloca os detalhes e os números, tudo pode ser derrubado”.

Autor:
Professor: Júlio César de Melo
Faculdade Anhanguera - Anápolis / GO
Telefone: 62 9235-2706
E-mail: julioindustrial@hotmail.com



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